O Brasil vive um momento singular no mercado de edifícios altos. Se por um lado o país já abriga alguns dos maiores empreendimentos residenciais do mundo, por outro, ainda enfrenta obstáculos técnicos, regulatórios e urbanos para sustentar esse crescimento.
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O Senna Tower, que está em desenvolvimento em Balneário Camboriú – e que terá o marco inicial das obras ainda em setembro – sintetiza esses dilemas: será o prédio residencial mais alto do planeta, projetado com soluções inovadoras para fundações, estruturas e fachadas.
Stephane Domeneghini lidera no país a expansão do conhecimento especializado em supertalls, atuando na exportação de expertise brasileira para outras regiões da América Latina. Já Fatih Yalniz soma experiência em projetos internacionais de referência, com olhar voltado para inovação estrutural e sustentabilidade em arranha-céus.
“O Senna Tower não é apenas um edifício, é um marco na engenharia mundial que exige soluções únicas para solo, vento, cargas e sistemas construtivos. Compartilhar esses aprendizados é essencial para elevar o patamar da engenharia brasileira”, afirma Stephane Domeneghini.
“Projetar arranha-céus no Brasil significa enfrentar desafios distintos dos grandes centros internacionais: solos diferentes, clima específico, normas locais e uma realidade urbana própria. O Senna Tower representa a síntese entre inovação global e adaptação ao contexto brasileiro”, complementa Fatih Yalniz.
A discussão integra o calendário da Feira Construir Aí, evento que reúne profissionais, empresas e especialistas do setor da construção civil, consolidando Balneário Camboriú como referência internacional no debate sobre urbanismo, inovação e engenharia.
Mais do que apresentar avanços técnicos, a palestra sobre o Senna Tower deve estimular reflexões sobre como os arranha-céus moldam as cidades, influenciam economias locais e redesenham paisagens urbanas.